Uma pergunta só, de 0 a 10, que virou a métrica de lealdade mais usada do mundo — e a mais mal calculada também. O que separa um NPS útil de um número decorativo não é a pergunta: é o que você faz com a escala.
O NPS pede uma nota de 0 a 10 para uma pergunta de recomendação. As notas não são lidas como média: elas viram três grupos. De 9 a 10 são promotores, 7 e 8 são neutros, e de 0 a 6 são detratores.
O índice é a porcentagem de promotores menos a porcentagem de detratores. Os neutros não somam nem subtraem, mas entram no total de respondentes — é por isso que eles diluem o resultado sem aparecer na conta.
O resultado vai de −100 a +100, e não é porcentagem. Escrever “NPS de 45%” é incorreto: é 45, e ponto.
Acima de 50 costuma ser considerado zona de qualidade; acima de 75, excelência. Mas o benchmark que importa é o do seu setor: operadora de telefonia e marca de cosmético não vivem no mesmo patamar.
Uma leitura que vale mais que o índice: olhe a distribuição. Um NPS 30 feito de muitos promotores e muitos detratores é um negócio polarizado, e pede ação diferente de um NPS 30 quase todo neutro.
Com poucas respostas o número balança muito. Antes de comemorar ou entrar em pânico com uma variação, confira se ela cabe dentro da margem de erro da sua amostra.
De 0 a 10, o quanto você recomendaria a [empresa] para um amigo ou colega?
Depois dela, uma pergunta aberta: “o que motivou a sua nota?”. É a aberta que diz o que fazer — a nota sozinha só diz que existe um problema.